Vagas abertas para estágio Seduc: estudante de Educomunicação conta sua experiência

Estão abertas as vagas no programa de estágios fruto da parceria entre a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) e a Universidade de São Paulo (USP). Destinadas aos(às) alunos(as) dos diferentes cursos de  Licenciatura da USP, as vagas também podem ser preenchidas por estudantes de Educomunicação da Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP) O edital abre semestralmente e as inscrições para o atual, que oferece 30 bolsas de estágio, vão até o dia 2 de fevereiro. 

As inscrições são feitas exclusivamente pelo formulário. Dentre as vagas ofertadas, o(a) candidato(a) precisa escolher com quais dessas áreas do conhecimento gostaria de atuar na escola: Arte, Biologia, Ciências da natureza, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Língua Portuguesa, Matemática, Química e Sociologia. Além disso, é possível trabalhar com matérias gerais no Fundamental I. Para mais detalhes, confira o edital completo no site da Pró-Reitoria de Graduação.

Os principais objetivos dessa parceria entre Seduc-SP e USP são fomentar a formação profissional de licenciandos(as), fortalecer a Educação Básica do estado e ampliar as relações entre as escolas estaduais e a universidade. Como atividades de estágio, o(a) licenciando(a) deve participar de reuniões com os(as) professores(as) e propor atividades alinhadas ao projeto pedagógico. Da dedicação ao estágio, 25 horas são para o acompanhamento semanal presencial no colégio e 5 horas para o planejamento didático. 

Após muita luta, o curso de Educomunicação foi incluído na oferta de vagas da Seduc já desde o primeiro edital, lançado no início de 2025. A aluna Rayna Caroline Muniz Ramos  foi selecionada no segundo edital, e contou ao Labidecom como tem sido sua experiência dentro da sala de aula. Apesar de ter entrado no curso em 2023, foi tentar pela primeira vez o estágio Seduc no segundo semestre de 2025 e conta como isso mudou sua percepção sobre a profissão. Durante sua inscrição, colocou como prioridade a matéria de Língua Portuguesa e relata a ligação entre as aulas vivenciadas no estágio e a Educomunicação: 

“As aulas de Português envolvem muita interpretação de texto. Educom é um curso em que a gente tem muito diálogo. A gente sempre escuta muitas perspectivas uns dos outros, tanto na relação entre professor e aluno aqui quanto lá. E isso é exatamente o que eu tento fazer no estágio. Isso lembra muito a maneira como as aulas começam no curso, na verdade. Até a forma como o governo estrutura os slides pros professores lembra bastante isso, porque cada aula nova sempre parte de uma pergunta norteadora.”

Além disso, Rayna reforça o tanto que tem aprendido com o dia a dia de um colégio. Ela conta que em sua atividade remunerada anterior, vinculada à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), desenvolveu um jogo de tabuleiro para o Fundamental II. E continua: 

“Quando eu criei o jogo, eu pensei no Fundamental II, mas quando eu cheguei na escola eu percebi que não funcionava. As perguntas eram boas, conceitualmente e academicamente muito boas, mas não conversavam com aquele público. Então acho que entrar no estágio da Seduc te ajuda a ter essa visão do que funciona. Mas não só isso: você passa a ter experiências muito mais reais. E aí você consegue fazer um jogo que seja, de fato, educomunicativo.” 

Jogo mencionado por Rayna durante a entrevista. 

Diante de tantos aprendizados, a estudante conclui dizendo o porque recomenda que outros estudantes façam estágio pela Seduc também: 

“Eu acho que quem quiser fazer o estágio não precisa necessariamente escolher Português, sabe? Dá pra fazer diferença em qualquer matéria, colocar um pouco do seu toque. O importante é que a gente saia da universidade tendo experiências na escola, pra conseguir fazer coisas diferentes aqui e também trocar essa visão limitada que a gente acaba tendo da escola — ou de que é só bagunça, ou de um mundo ideal. Viver a realidade e construir a troca na base faz toda a diferença, igual a muitos projetos que a gente vê aqui no curso.”

Por Fernanda Valverde