Turma experimental do curso “Educomunicação Socioambiental reuniu 65 escolas da Rede Municipal de Ensino de São Paulo (RME-SP)

No dia 7 de fevereiro de 2025, iniciou a iniciou a turma experimental do curso “Educomunicação Socioambiental: precisamos conversar sobre emergência climática nas escolas”. O evento, realizado no Sesc Consolação, reuniu 65 escolas da Rede Municipal de Ensino de São Paulo (RME-SP) e diversos parceiros e participantes, todos movidos pelo desejo de construir um futuro mais sustentável. A proposta do curso combina momentos de aprendizado assíncrono na plataforma Moodle Extensão da USP com encontros presenciais que estimulam diálogos e atividades práticas. A cada semana, os participantes se aprofundam em conhecimentos sobre Educomunicação e suas conexões com a emergência climática.

O projeto “Educom & Clima” nasceu da necessidade urgente de inserir a emergência climática nas discussões educacionais e pensar em ações concretas que promovam um futuro mais justo e sustentável. A questão ambiental, antes vista como um desafio distante, se torna uma realidade presente no cotidiano dos participantes, levando-os a refletir sobre o impacto das mudanças climáticas e a importância da educação ambiental.

No dia 7 de março, como estudante da licenciatura em Educomunicação, fui convidada para observar de perto essa experiência transformadora e acompanhar a professora Thaís Brianezi como mediadora no quarto encontro e pude vivenciar um momento de reflexão e troca de experiências sobre justiça climática e desigualdades sociais. 

O encontro começa com uma dinâmica entre os participantes, seguindo de uma discussão sobre o bem viver e a importância dos saberes dos povos tradicionais na construção de uma sociedade mais sustentável. Inspirados por exemplos de ativismo climático, como Amanda Costa e Txai Suruí, os participantes perceberam que é possível manter a esperança e agir mesmo diante dos desafios ambientais contemporâneos. Durante essa troca, pude perceber o quanto a Educomunicação se torna uma ferramenta essencial para promover diálogos e construir conhecimento coletivo.

Durante as atividades, os participantes debateram o conceito de racismo ambiental e como ele se manifesta tanto nas escolas quanto na sociedade. Um dos pontos altos foi a audição do podcast interativo “Ecos das Cicatrizes”, criado por uma estudante da licenciatura em Educomunicação, na disciplina Educomunicação Socioambiental, ofertada como matéria optativa para alunos de graduação de todos os cursos da USP que trouxe uma abordagem sensível sobre o tema, provocando questionamentos e diálogos enriquecedores. 

Além disso, a interação foi estimulada por meio de jogos educativos criados pela própria turma. O “Perguntado Socioambiental”, “Por que será?” e “Salve-se quem conseguir” proporcionaram momentos de aprendizado dinâmico, desafiando os participantes a refletirem de maneira lúdica sobre as questões socioambientais. Como observadora e estudante, percebi o quanto essas atividades possibilitam uma reflexão e envolvimento mais profundo e significativo com os temas abordados. 

A experiência desse encontro foi ainda mais enriquecedora ao vermos como a produção de materiais educativos pode fortalecer a discussão sobre racismo ambiental. A matéria publicada por Sofia Lanza no site do projeto detalha como estudantes da USP desenvolveram materiais paradidáticos voltados para essa temática, ampliando o alcance e a aplicabilidade do aprendizado em diferentes contextos. Para saber mais sobre essa iniciativa, acesse: https://sites.usp.br/educomeclima/estudantes-da-usp-criam-materiais-paradidaticos-que-discutem-racismo-ambiental/

Também, o trabalho realizado pela Imprensa Jovem da EMEFM resultou em um vídeo dinâmico que captura a essência desse debate e puderam refletir sobre ações humanas que reduzem ou agravam as desigualdades sociais.. O material pode ser conferido neste link: https://www.instagram.com/reel/DHgHWnXxd1E/?igsh=MXVrZDR2eWt4d2RxMg%3D%3D.  

Para saber mais acesse: Educom & Clima: turma experimental inicia suas atividades em fevereiro – Educomunicação nas práticas de educação ambiental climática

Escrito por: Annie Ferreira (estagiária do LABIDECOM)